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Um legado para além do esporte

283be310-3d00-4c69-b943-ad7a26d7f85cParalimpíadas Escolares deixa como herança a mudança de visão sobre pessoas com deficiência

Além de um legado imaterial inquestionável que as Paralimpíadas Escolares deixaram para o Maranhão, neste ano de 2018, a delegação maranhense ainda trouxe para casa 31 medalhas. Os medalhistas mostraram que podem competir num nível tão alto, ou superior, quanto o dos atletas sem deficiência.

Esse destaque pode ser observado com Raquel Alves dos Santos, de 16 anos, que conquistou ouro no tênis de mesa, na 12ª edição das Paralimpíadas Escolares realizada no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo (SP). O evento aconteceu nos dias 19 a 24 de novembro de 2018.  A atleta defendeu que qualquer um pode praticar o esporte. “Não há limites de idade e tamanho, nem mesmo uma deficiência que possa impedir”, disse. A mesa-tenista, que é moradora da cidade de Matinha, nasceu sem coordenação motora nos pés, e antes de começar no tênis de mesa, a jovem jogava handebol.

 Mas em 2015, durante um jogo de handebol no Estágio Castelinho, em São Luís, a paratleta foi convidada pelo chefe da delegação do Maranhão nas Paralimpíadas Escolares, José Henrique Azevedo, o Mangueirão, a participar de um campeonato em Natal (RN). “Aceitei o convite e escolhi o tênis de mesa para ser a minha modalidade nas competições. Se eu consegui chegar aonde eu cheguei, qualquer pessoa também pode. Tudo é possível”, contou Raquel Alves.

O técnico Carlos, que treina a estudante Raquel Alves, explicou que o tênis de mesa precisa da concentração de quem o pratica, e uma plateia em silêncio. E informou que a modalidade é um dos esportes paralímpicos mais tradicionais. O tênis de mesa, segundo o técnico Carlos, é dividido em três classes: os atletas disputam nas classes 1 a 5, em cadeiras de rodas; nas 6 a 10, os confrontos são em pé, e a classe 11 é para pessoas com deficiências intelectuais.

Resultados

No total, 989 atletas, de 23 estados e do Distrito Federal, competiram na 12ª edição das Paralimpíadas Escolares, realizada de 19 a 24 de novembro, nas dependências do Centro de Treinamento Paralímpico, na capital paulista.

Onze modalidades compuseram o programa da competição: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado. No quadro geral de medalhas conquistadas, os paratletas trouxeram para o Maranhão 31.

As modalidades com medalhas são:

Atletismo com oito ouros, conquistados por Joel (3), Fabiana (3), Marcos André (1) e Eliza (1); oito pratas, conquistadas por Pedro Henrique (3), Antônio Carlos (2), Mário (2) e Eliza (1); cinco de bronze, conquistadas por Antônio Carlos, Mário, Eliza, Thailany, e Marco André, cada um com uma medalha.

Natação com quatro ouros, conquistados por Isabele (3) e Luana (1). No tênis de mesa, Raquel Alves trouxe para casa um ouro e uma prata, e Samile, um bronze. No quadro de medalhas do judô, Zilene e Maria Eduarda conquistaram as disputadas com um ouro cada; e Bruno uma prata.

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